terça-feira, 13 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Mesquita de Córdova - A arte de Al- Andalus
A arte hispano-muçulmana é a arte islâmica desenvolvida no Al-Andalus, isto é na Península Ibérica, entre os séculos VIII e XV. Tem como principais expoentes a Mesquita de Córdova e a Alhambra de Granada.
A invasão muçulmana da península Ibérica, em 711, pelos Árabes mudou a inércia histórica da sociedade visigótica nas terras peninsulares.
O Al-Andalus, como passou a ser denominada a Hispânia muçulmana, manteve umas condições culturais distintas, tanto do Islão oriental como do contexto europeu dessa data.
Essas condições perduraram até a conquista do Reino de Granada em1492. Mas, ao mesmo tempo, esta singularidade geográfica e cultural constituiu um dos factores que repercutiram decisivamente no despertar da Europa, após os séculos de desunião e apatia que se seguiram à queda do Império Romano do Ocidente e às invasões bárbaras.
Do ponto de vista artístico, o Emirato de Córdova empregou um estilo que não difere em demasia do restante mundo islâmico. Ou seja, a adequação de fórmulas e elementos das culturas que os precederam, neste caso a do mundo romano e visigodo. Em nenhum momento se produziu uma repetição literal de motivos e formas; ao contrário, a sua incorporação e assimilação traduziu-se numa verdadeira manifestação criadora. Nele fundiram-se elementos da tradição local hispano-romano-visigótica com os elementos orientais: bizantinos ou do islão oriental.
Os edifícios artísticos centram-se na sua capital, Córdova, onde se construiu uma mesquita destinada a tornar-se no monumento mais importante do ocidente islâmico.

É considerada como o monumento supremo da arte califal, e o fantástico bosque de colunas e arcadas do seu interior é um dos espaços mais belos que se foram construídos como casa de oração.
Este grande templo muçulmano mostra a sua magnificência em todo o lado. Bastam como exemplos a cúpula octogonal, ricamente decorada com mosaicos policromos; e dezenas de detalhes singulares que rematam o conjunto; o mihrab, o lugar para onde devem olhar os que oram, possui una deslumbrante decoração com mármores lavrados e mosaicos bizantinos.
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| Decoração da entrada do Mirahb |
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| Cúpula da Maxura |
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Castelos do Deserto
Para além das maravilhas da Natureza, o deserto da Jordânia está cheio de antigos castelos e de sinais dos acampamentos das antigas caravanas que sulcavam o deserto. Estas fortalezas foram pertença dos califas da 1ª metade do séc. VIII.
Os castelos do deserto da Jordânia, belos exemplos da arte e arquitectura islâmica inicial, são a prova de uma era fascinante na rica história do país. Os seus mosaicos, frescos, inscrições na pedra e em estuque, contam inúmeras histórias da vida tal como era no século VIII.
Apelidados de castelos devido à sua imponência, os complexos do deserto tinham, na verdade, várias finalidades, sendo usados como locais de descanso nas caçadas e para as caravanas e como centros agrícolas e comerciais.
Qasr Amra é o mais conhecido castelo do deserto na Jordânia dos dias de hoje. O castelo foi construído no princípio do século VIII e é um exemplo da primeira arquitectura e arte islâmica.
O castelo, que era usado como retiro pelo califa ou pelos seus filhos para desporto e prazer, tem vários frescos.
O castelo também contém um complexo de banhos com um tecto abobadado que mostra a influência romana.


O castelo de Qars Amra, com as paredes e tectos cobertos por belíssimos frescos, foi classificado pela UNESCO como Património Mundial, em 1985.

Qars Azraq (que significa "o castelo azul") é uma grande fortaleza construída em basalto, localizada no leste da Jordânia.


O seu valor estratégico vem-lhe do oásis próximo, a única fonte de água, numa região de 12 mil km2 de deserto.
Qars Azraq foi a fortificação usada por Lawrence da Arábia durante a Revolta Árabe.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Arquitectura Islâmica
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| Mesquita de Damasco - Património Mundial da UNESCO |
As mesquitas mais antigas foram construídas entre os séculos VI e VIII, seguindo o modelo da casa de
Maomé em Medina: uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e
duas galerias com teto de palha e colunas. A casa de Maomé era local de oração,
reuniões, centro político, hospital e refúgio para os mais pobres. Essas
funções foram herdadas pelas mesquitas e alguns edifícios públicos.
No entanto a arquitectura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: mesquitas de Bassorá e Kufa, no Iraque, a Cúpula da Rocha, em Jerusalém e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geómetra era tão importante como o arquitecto.
Na realidade, era ele quem, realmente, projectava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização.
A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um círculo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas.
Outra das
construções mais originais e representativas do Islão foi o minarete, uma
espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma
altura significativa, para que a voz do muezim pudesse chegar a todos os fiéis,
convidando-os à oração.
As gelosias de madeira talhada, muitas vezes com incrustações de marfim, também proporcionaram um suporte para a decoração arquitectónica no mundo islâmico.
Nota - Todas as imagens são da mesquita de Damasco. Ela foi construída em cima das ruínas do que foi local de adoração, primeiro dos sírios pré-romanos, depois um templo pagão romano, mais tarde uma igreja cristã bizantina dedicada a João Baptista e finalmente uma mesquita.
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