sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Arquitectura Islâmica


Mesquita de Damasco - Património Mundial da UNESCO

As mesquitas mais antigas foram construídas entre os séculos VI e VIII, seguindo o modelo da casa de Maomé em Medina: uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e duas galerias com teto de palha e colunas. A casa de Maomé era local de oração, reuniões, centro político, hospital e refúgio para os mais pobres. Essas funções foram herdadas pelas mesquitas e alguns edifícios públicos.








No entanto a arquitectura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: mesquitas de Bassorá e Kufa, no Iraque, a Cúpula da Rocha, em Jerusalém e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geómetra era tão importante como o arquitecto.




Na realidade, era ele quem, realmente, projectava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização.



A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um círculo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas.
Outra das construções mais originais e representativas do Islão foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do muezim pudesse chegar a todos os fiéis, convidando-os à oração.


O estuque, painéis de madeira, tijolos e azulejos foram e continuam a ser usados como elementos decorativos nos edifícios islâmicos. Todos estes materiais foram utilizados para produzir painéis decorativos de extrema complexidade e beleza.

As gelosias de madeira talhada, muitas vezes com incrustações de marfim, também proporcionaram um suporte para a decoração arquitectónica no mundo islâmico.


Nota - Todas as imagens são da mesquita de Damasco. Ela foi construída em cima das ruínas do que foi local de adoração, primeiro dos sírios pré-romanos, depois um templo pagão romano, mais tarde uma igreja cristã bizantina dedicada a João Baptista e finalmente uma mesquita.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Originalidade da Decoração na Mesquita da Rocha

Cúpula da Rocha ou Mesquita de Omar - Jerusalém






Cúpula da Rocha – primeira mesquita islâmica – séc.VII


A Cúpula da Rocha é um dos nomes atribuídos à Mesquita de Omar, situada na Cidade Velha, em Jerusalém.
Segundo historiadores, sob as fundações da mesquita existe uma "rocha sagrada", que fica exactamente sob a cúpula da mesquita. Além do interesse religioso, a vistosa cúpula toda dourada é parte integrante da paisagem de Jerusalém e património da humanidade reconhecido pela UNESCO como interesse histórico, turística e arquitectónico.
A Cúpula da Rocha, actualmente da Mesquita de Omar, teria sido o lugar de partida da Al Miraaj (viagem aos céus realizada pelo profeta Maomé) e permanece hoje como um templo da fé islâmica.
A Cúpula da Rocha recebeu esse nome devido à grande rocha que protege no seu interior que foi usada em sacrifícios e constitui uma das razões pelas quais a cidade de Jerusalém é considerada Cidade Santa por várias religiões.
Segundo a tradição judaica, foi nessa rocha que Abraão preparou o sacrifício do seu filho Isaac a Deus e onde, mil anos antes de Cristo, o rei Salomão construiu o primeiro templo.

 Adaptado da Wikipédia

domingo, 30 de outubro de 2011

ARTE ISLÂMICA

No ano de 622, o profeta Maomé exilou-se (hégira) na cidade de Yatrib, hoje Medina  (Madinat al-Nabi, cidade do profeta). De lá, sob a orientação dos califas, sucessores do profeta, começou a rápida expansão do Islão para a Palestina, Síria, Pérsia, Índia, Ásia Menor, Norte da África e Península Ibérica.

De origem nómada, os muçulmanos demoraram algum tempo a estabelecer-se definitivamente e criar as bases de uma estética própria com a qual se identificassem.
Ao fazer isso, inevitavelmente absorveram traços estilísticos dos povos conquistados, que souberam adaptar muito bem ao seu modo de pensar e sentir, transformando-os em seus próprios sinais de identidade.
Foi assim que as cúpulas bizantinas coroaram as mesquitas, e os esplêndidos tapetes persas, combinados com os coloridos mosaicos, as decoraram.
Acima de tudo, a arte islâmica foi, desde seu início, conceptual e religiosa.
No âmbito sagrado evitaram a arte figurativa, concentrando-se no geométrico e abstracto, mais simbólico do que transcendental.
A representação figurativa era considerada uma má imitação de uma realidade fugaz e fictícia. Daí o emprego de formas a que chamamos arabescos, resultado da combinação de traços ornamentais com caligrafia.
Esta arte visava desempenhar duas funções: lembrar o verbo divino e alegrar a vista.
As letras lavradas na parede lembram a quem a contempla que se trata de uma obra feita para Deus.