quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Entre a vegetação dos Cárpatos – as maravilhosas igrejas pintadas da Roménia
Os mosteiros, com igrejas pintadas, da Roménia são dos mais curiosos monumentos artísticos da Europa e estão entre os seus tesouros mais impressionantes.
Estas encantadoras igrejas fazem parte de mosteiros que foram fundados, para celebrar as vitórias de Stephen, o Grande, ou servir como lugar de enterro da sua família. Inicialmente foram pintadas as paredes interiores, e depois a pintura estendeu-se às exteriores. As razões tinham objectivos religiosos e didácticos: promover a religião numa população de analfabetos, mas acabam por reflectir um desenvolvimento da civilização do povo romeno, nos séculos 15 e 16, sob o patrocínio de Stephen, o Grande (1457-1504) e de seu filho Petrus Rares.
Como protecção contra os invasores turcos, a maioria delas foram rodeadas com fortes muralhas de defesa.
As paredes exteriores das igrejas dos mosteiros são ricamente decoradas com frescos representando vivas e dramáticas cenas bíblicas, assim como lendas locais e vidas de santos, representadas com personagens, paisagens e cidades locais.
A obra, surpreendentemente, sobreviveu à dura exposição aos factores climáticos, durante cerca de 500 anos, e as cores intensas ficaram preservadas. Os cinco principais mosteiros com igrejas pintadas são Voronet, Humor, Moldovita, Sucevita e Arbore.
A cor predominante em Voronet é um azul vivo, que serve como pano de fundo para as pinturas. A qualidade dos frescos do “Juízo Final” e magnífica a cor brilhante valeu-lhe o epíteto de "Capela Sistina do Oriente". O famoso “azul Voronet”, obtido com lápis-lazúli moído, tem um enorme impacto.
Humor é caracterizado pela sua preponderante cor vermelha acastanhada, Sucevita, tem seus milhares de imagens pintadas sobre um fundo de cor verde esmeralda. Em Moldovita, situado no meio de uma pitoresca aldeia agrícola, predomina o amarelo.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
MONTE ATHOS, MIL ANOS DE SOLIDÃO
Os mosteiros do Monte Athos guardam, há mil anos, testemunhos vivos do mundo bizantino. No monte Athos monges e eremitas mantêm um quotidiano de outros tempos.
A República de Monte Athos, em grego "Montanha Santa" mesmo pertencendo, formalmente, ao território da Grécia, é na verdade uma "entidade teocrática independente".
O território desta pequena república está situado na península da Calcídica, e é habitado por monges ortodoxos distribuídos por vinte mosteiros principais. Existem ainda as chamadas Sketes, fundações menores estabelecidas na dependência de cada mosteiro e, também cerca de 700 instalações para eremitas.
A sua história começa no segundo milénio, durante o império bizantino, depois passaram pelo império Otomano e por fim para os Gregos. Muitos golpes lhes foram infligidos pelos muçulmanos, piratas e praticantes de saques, ao longo de dez séculos.
A conservação cultural superou as invasões e dominações. Em poucas ocasiões podemos encontrar um tal tesouro de uma época tão recuada.
A civilização apenas entrou em alguns âmbitos da vida monacal. Os monges vivem com outro calendário (juliano) e com outro horário - o bizantino. As normas têm, ainda, raízes medievais - as mulheres têm a sua entrada, terminantemente proibida, neste território!! !
A única forma de chegar ao Monte Athos é por barco. Os mosteiros nas escarpas montanhosas ofereciam, geograficamente, um refúgio seguro e a solidão necessária à vida ascética.
As preocupações com a defesa revelaram-se, assim, tão determinantes como os desígnios religiosos, que entreviam naqueles domínios, uma proximidade celeste ou, pelo menos, uma circunstância propícia à caminhada espiritual.
Desde as suas origens, a Montanha Santa hospedou místicos e mestres espirituais. Este pequeno enclave abriga preciosos tesouros artísticos: antigos manuscritos, ícones e frescos pintados por ilustres representantes da pintura bizantina. A sobrevivência de todo este património, durante os últimos mil anos, não deixa de suscitar perplexidade.
É que no monte Athos, no século XXI, quase tudo se mantém como se, Istambul ainda fosse a antiga Constantinopla…
A República de Monte Athos, em grego "Montanha Santa" mesmo pertencendo, formalmente, ao território da Grécia, é na verdade uma "entidade teocrática independente".
O território desta pequena república está situado na península da Calcídica, e é habitado por monges ortodoxos distribuídos por vinte mosteiros principais. Existem ainda as chamadas Sketes, fundações menores estabelecidas na dependência de cada mosteiro e, também cerca de 700 instalações para eremitas.
A sua história começa no segundo milénio, durante o império bizantino, depois passaram pelo império Otomano e por fim para os Gregos. Muitos golpes lhes foram infligidos pelos muçulmanos, piratas e praticantes de saques, ao longo de dez séculos.
A conservação cultural superou as invasões e dominações. Em poucas ocasiões podemos encontrar um tal tesouro de uma época tão recuada.
A civilização apenas entrou em alguns âmbitos da vida monacal. Os monges vivem com outro calendário (juliano) e com outro horário - o bizantino. As normas têm, ainda, raízes medievais - as mulheres têm a sua entrada, terminantemente proibida, neste território!! !
A única forma de chegar ao Monte Athos é por barco. Os mosteiros nas escarpas montanhosas ofereciam, geograficamente, um refúgio seguro e a solidão necessária à vida ascética.
As preocupações com a defesa revelaram-se, assim, tão determinantes como os desígnios religiosos, que entreviam naqueles domínios, uma proximidade celeste ou, pelo menos, uma circunstância propícia à caminhada espiritual.
Desde as suas origens, a Montanha Santa hospedou místicos e mestres espirituais. Este pequeno enclave abriga preciosos tesouros artísticos: antigos manuscritos, ícones e frescos pintados por ilustres representantes da pintura bizantina. A sobrevivência de todo este património, durante os últimos mil anos, não deixa de suscitar perplexidade.
É que no monte Athos, no século XXI, quase tudo se mantém como se, Istambul ainda fosse a antiga Constantinopla…
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