quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A Pintura de Ícones
Natividade, Museu Bizantino de Atenas
A pintura de ícones era de uma exigência incomensurável. O pintor para criar a “obra iconográfica” tinha de dominar a técnica de pintura, ser teólogo e colocar uma fé profunda na sua obra, cuja realização lhe exigia absoluto sacrifício pessoal.• Este era um acto que (supostamente) permitia entrar em relação com Deus e exigia uma purificação, tanto espiritual como física: “...quando pintava um ícone santo, só provava comida aos sábados e domingos e não tinha descanso nem de dia nem de noite. Passava as noites em oração e adoração. Durante o dia, com humildade, simplicidade, pureza, paciência, jejum e amor, e, pensando apenas em Deus, dedicava-se à iconografia”.
• Os ícones consideravam-se pinturas de Deus e não do pintor. O pintor era apenas aquele, de cujas mãos, se servia Deus.
Iconografia Bizantina
O sucesso da arte bizantina foi atingir uma arte religiosa não efémera e que nunca exagera. O valor clássico da moderação é uma característica do ícone bizantino.
• Os santos são austeros e amam Cristo,
• A Virgem Maria tem uma beleza e tranquilidade de mãe perfeita.
• Os factos da história do Evangelho são retratados, sem extremos de expressão ou triviais exibições de modas passageiras.
Uma serie de regras foram estabelecidas:
- frontalidade
- postura rígida da figura que leva o observador ao respeito e veneração.
- representação de corpos altos e longilíneos, desprovidos de volume
- uso de roupagem ampla que oculta qualquer aparência sexual
- não se destinava a enfeitar paredes e abóbadas, mas a instruir os fiéis na sua fé, mostrando-lhes cenas da vida de Cristo e dos profetas.
sábado, 1 de janeiro de 2011
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