quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Iconografia Bizantina


O sucesso da arte bizantina foi atingir uma arte religiosa não efémera e que nunca exagera. O valor clássico da moderação é uma característica do ícone bizantino.



• Os santos são austeros e amam Cristo,


• A Virgem Maria tem uma beleza e tranquilidade de mãe perfeita.


• Os factos da história do Evangelho são retratados, sem extremos de expressão ou triviais exibições de modas passageiras.






Uma serie de regras foram estabelecidas:


- frontalidade


- postura rígida da figura que leva o observador ao respeito e veneração.


- representação de corpos altos e longilíneos, desprovidos de volume


- uso de roupagem ampla que oculta qualquer aparência sexual


- não se destinava a enfeitar paredes e abóbadas, mas a instruir os fiéis na sua fé, mostrando-lhes cenas da vida de Cristo e dos profetas.

sábado, 1 de janeiro de 2011

ARTE BIZANTINA




O cristianismo não foi a única preocupação para o Império Romano nos primeiros séculos de nossa era. Por volta do século IV, começou a invasão dos povos bárbaros e que levou Constantino a transferir a capital do Império para Bizâncio, cidade grega, depois baptizada Constantinopla. A mudança da capital foi um golpe de misericórdia para a já enfraquecida Roma - facilitou a formação dos Reinos Bárbaros e possibilitou o aparecimento do primeiro estilo de arte cristã – a Arte Bizantina.




Graças à sua localização (Constantinopla) a arte bizantina sofreu influência de Roma, Grécia e do Oriente. A união de alguns elementos dessa cultura formou um estilo novo, rico tanto na técnica como na cor.


A arte bizantina foi dirigida pela religião; ao clero cabia, além das suas funções, organizar também as artes, tornando os artistas meros executores. O regime era teocrático e o imperador possuía poderes administrativos e espirituais; era o representante de Deus, tanto que se convencionou representá-lo com uma auréola sobre a cabeça, e vários mosaicos apresentam-no, ladeando a Virgem Maria e o Menino Jesus.


O mosaico é expressão máxima da arte bizantina e não se destinava apenas a enfeitar as paredes e abóbadas, mas instruir os fiéis mostrando-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas e dos vários imperadores. Plasticamente, o mosaico bizantino difere dos mosaicos romanos; são confeccionados com técnicas diferentes e seguem convenções que regem inclusive os frescos. Neles, por exemplo, as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade; a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado é profusamente utilizado devido à associação com maior bem existente na terra: o ouro.
A arquitectura das igrejas foi a que recebeu maior atenção da arte bizantina, elas eram planeadas sobre uma base circular, octogonal ou quadrada com imensas cúpulas, criando-se edifícios enormes e espaçosos totalmente decorados.


A igreja de Santa Sofia (Sofia = Sabedoria), na hoje Istambul, foi um dos maiores triunfos da nova técnica bizantina, projectada pelos arquitectos Tralles e Isidoro de Mileto. Possui uma cúpula de 55 metros apoiada em quatro arcos plenos. Tal método tornou a cúpula extremamente elevada, sugerindo por associação à abóbada celeste, sentimentos de universidade e poder absoluto. Apresenta pinturas na paredes, colunas com capitel ricamente decorado, mosaicos e o chão de mármore polido.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Vídeo sobre arte bizantina

ARTE PALEOCRISTÃ


Enquanto os romanos desenvolviam uma arte colossal e espalhavam o seu estilo por toda Europa e parte da Ásia, os cristãos começaram a criar uma arte simples e simbólica executada por pessoas que eram artistas convictos da sua fé. Surge a arte cristã primitiva.


O nascimento de Jesus Cristo marcou uma nova era e uma nova filosofia. Com o surgimento de um “novo reino” espiritual, o poder romano viu-se extremamente abalado e teve inicio um período de perseguição não só a Jesus, mas também a todos aqueles que acreditavam nos seus princípios.


Esta perseguição marcou a primeira fase da arte paleocristã: a fase das catacumbas, que recebe este nome devido as catacumbas, cemitérios subterrâneos em Roma, onde os primeiros cristãos secretamente celebravam seus cultos. Nesses locais, a pintura é simbólica.


Para entender melhor a simbologia: Jesus Cristo poderia estar simbolizado por um círculo ou por um peixe, pois a palavra peixe, em grego ichtus, forma as iniciais da frase: “Jesus Cristo Filho de Deus Salvador”.


Outra forma de simbolizá-lo é o desenho do pastor com ovelhas “Jesus Cristo é o Bom Pastor” e também, o cordeiro “Jesus Cristo é o cordeiro de Deus”.


Passagens da Bíblia também eram simbolizadas, por exemplo: Arca de Noé, Jonas engolido pelo peixe e Daniel na cova dos leões. Ainda hoje podemos visitar as catacumbas de Santa Priscila e Santa Domitila, nos arredores de Roma.


Os cristãos foram perseguidos por três séculos, até que em 313 d.C. o imperador Constantino legaliza o cristianismo, dando inicio a 2º fase da arte paleocristã: a fase basilical.


Tanto os gregos como os romanos, adoptavam um modelo de edifício denominado “Basílica” (origem do nome: Basileu = Juiz), lugar civil destinado ao comércio e assuntos judiciais. Eram edifícios com grandes dimensões: um plano rectangular de 4 a 5 mil metros quadrados com três naves separadas por colunas e uma única porta na fachada principal.


Com o fim da perseguição aos cristãos, os romanos cederam algumas basílicas para eles usarem como local para as suas celebrações.


O mosaico, muito utilizado pelos gregos e romanos, foi o material escolhido para o revestimento interno das basílicas, utilizando imagens do Antigo e do Novo Testamento.